
Fui convidado pelo nosso amigo Passos Camargos, a escrever algumas linhas sobre a Força e o poder do Martelo. Tratando-se de uma matéria para o Jornal Primeiro Lance, não vamos falar aqui do martelo como um objeto, como aparelho de arremesso usado no atletismo, como instrumento de trabalho do escultor, nem mesmo do martelo de nós leiloeiros, que em alguns países tem a denominação de nossa atividade, originada de seu nome, MARTILLERO, e de tantos outros. Gostaríamos de falar da força e do poder do que simboliza o martelo, na mão de quem o conduz. É através dele, que se inicia e termina a forma da escultura, pela mão do escultor, que decreta a sentença pela mão do magistrado, e por onde se concretiza a arrematação pela mão do leiloeiro, é grande a força e o poder do martelo, que se deve estar, na habilidade, na imparcialidade, na transparência, na firmeza da mão de quem o segura e o bate, de quem faz a justiça e dá vida à ele, com fé a do seu ofício, através dos valores supremos da ética, iluminada sob a proteção divina.
